terça-feira, 29 de maio de 2012

Nossa vida pelas lentes do iPhone

Falta tempo, sobra muita vontade de escrever. Enquanto isso, vamos compartilhar as fotos da nossa vida nas últimas semanas, muitas aventuras e meninas crescendo.

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Quem quiser pode seguir minhas baboseiras também no intagram @tatisabadini

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Gêmeos - dicas para principiantes

Ser mãe de dois ao mesmo tempo é uma loucura, não vamos negar. Dá aquele trabalho que todo mundo insiste em te lembrar cada vez que você sai na rua (olá, pessoas inconvenientes1) e é difícil, mas não impossível. Para tirar um pouco do peso dessa tal responsabilidade de ter gêmeos e para ajudar futuros pais de dois, resolvi separar algumas dicas sobre como cuidar e se organizar nessa vida múltipla, algo que teria sido muito útil há quatro meses atrás pra mim "exclusive". O fato é que sobrevivemos! E aqui está o que eu aprendi nesses últimos meses:

- Não entre em pânico! Tá, você tem direito de dar uma surtada ou outra, de vez em quando, mas foco é importante, minha gente. Não se preocupe, você dá conta. Tudo nessa vida se aprende, se adapta, se desenvolve. Chorei um bocado, achei que não ia dar conta, mas deu tudo certo, olha só! Eu ainda lembro da cena de quando a gente estava no hospital, Isabella tinha acabado de subir para o quatro depois de dois dias na UTI e a Maria já estava lá com a gente, ficamos nos quatro ali sozinhos pela primeira vez. O Marco me olhou com uma cara de "xi, e agora?". Me deu um frio na barriga, mas ele passou logo, assim que uma delas já começou a pedir por leite. E eu não tenho parado desde então. Oi? Fato: foi a melhor coisa que a gente fez na vida! Nunca fui tão feliz.

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Nós, quando elas tinham acabado de completar dois meses

- Tudo ao mesmo tempo é melhor do que uma de cada vez. Quando elas eram recém-nascidas eu achava melhor quando uma acordava e a outra ficava dormindo para poder dar a atenção devida para cada uma e, é bem verdade, eu tinha medo do caos. Cuidar das duas ao mesmo tempo, dar de mamar de uma vez só, era tudo muito assustador, vamos combinar. Mas, depois, eu fui percebendo que não era aquele bicho de sete cabeças. Agora, eu prefiro quando as duas acordam ao mesmo tempo. A gente entra no modo "ação" e já virou rotina. No inicio da noite, por exemplo, eu e o Marco brincamos um pouquinho com elas no berço e fazemos shantala nas duas. Eu já separo as roupas, toalha, fralda, coloco a água na banheira e tudo mais, enquanto as duas se divertem com o pai no berço, depois escolho a mais esfomeada para dar um banho. Coloco a roupa enquanto o Marco joga a água da banheira fora e enche de novo. E quando eu já estou na sala dando de mamar, ele já está terminando o banho na outra. Parece complicado, mas a gente já pegou o ritmo, o que nos leva a outra dica.

 - É preciso estratégia e organização. No início, a gente tinha uma tabela para marcar o horário das mamadas e dos remédios, e foi ótimo. Também faço pequenas coisas que ajudam na hora da correria como arrumar as roupinhas na gaveta em pares, já que elas não vestem nada igual, para não ter que ficar procurando a roupa de uma e da outra. Quando as duas acordam eu já penso rápido, vamos fazer isso, isso e isso. Nada de ficar contemplando ideias. Vamos passear, depois a gente volta e dá banho. Vai e faz, pronto, partimos para outra. Ficou complicado? Não deu tempo de tomar banho ou dar aquele passeio? Muda o plano. Com a prática a coisa vai ficando mais fácil.

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Com alguns dias de vida, em um dos banhos de sol debaixo do prédio

 - Não tenho medo de sair de casa. Acho que isso acontece com todos os pais de primeira viagem, imagine quando se tem dois bebês. O Marco já tem preguiça de sair normalmente, então eu não podia cair no conformismo, minha gente. Não sofri para sair com elas. Achei até fácil. Não complique as coisas, separe tudo, carregue tudo e pronto. Aqui em casa a gente tem a bolsa arrumada em menos de cinco minutos. É só entrar no esquema: quatro fraldas descartáveis (eu antes levava duas e me dei mal uma vez no consultório do pediatra), duas fraldas de pano, lenço umedecido, roupinhas para as duas, trocador portátil, duas mamadeiras, leite em pó e uma mini térmica com água quente.

- Pare de ver tudo como um trabalho. Acho que essa vale para quem tem um filho só também. Minha gente, ter filho dá trabalho, "get over and move on". Eu percebi que se ficasse pensando em quanto as coisas eram complicadas, no quanto eu tinha que fazer, nas noites que eu passava em claro, não ia adiantar nada. Eu ia ter que fazer tudo do mesmo jeito, afinal existiam duas pequenas ali que dependiam de mim e pronto. Estar disponível para elas foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. A rotina fluiu. É claro que a gente passa por momento e de vez em quando dá preguiça, mas se você ficar remoendo é mil vezes pior. De novo, entra no modo "ação" e aproveita os bons momentos.

 - As coisas vão melhorar. Pode parecer que não há luz no fim do túnel, especialmente nos primeiros dois meses quando você dorme 1 hora e depois já tem que acordar para dar de mamar, fica acordado por 2 horas e depois dorme mais 1 hora de novo, mas as coisas vão melhorar. Os primeiros meses são difíceis mesmo, é pura doação, mas aos poucos o processo vai ficando mais fácil. Cada dia vai surgir uma novidade, uma nova conquista, um sorriso aqui, um passeio sem choro, uma boa noite de sono (sim, elas existem!) e você vai ver que faz parte de um mundo maravilhoso. E que sim, o amor é em dobro e ele transborda demais.

domingo, 13 de maio de 2012

Feliz dia das mães!

Sim, hoje é meu primeiro dia das mães! Devo confessar que não gosto muito do mimimi que envolve as datas especiais e afins. E também não quero filosofar muito sobre o significado de ser mãe, mesmo porquê estou nessa há apenas quatro meses (que bem parecem uma vida inteira, mas não deixa de ser pouco tempo). A verdade é que nunca senti tanto amor, nunca lutei tanto, aprendi tanto, sofri tanto e fui tão feliz. Ufa! E hoje o que eu quero mesmo é agradecer a todos que estiveram comigo nessa jornada. Conhecidos e desconhecidos que com uma mensagem, um comentário, um email, uma dica, um conselho, uma ligação ou um abraço me fizeram sentir querida e deixaram o meu caminho mais leve. Obrigada a todos por fazerem parte da minha vida e participarem da minha aventura!

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E, é claro, um obrigada especial para a minha mãe que fez tudo ter sentido, que não saiu do meu lado por nada, que me ajuda mesmo sem intenção, que me entende como ninguém, é minha grande amiga, companheira de vida e me ensinou a amar incondicionalmente. Eu tive a sorte e o privilégio de ter uma mãe dedicada que conseguiu guiar a gente muito bem na minha jornada. Se eu conseguir fazer o mesmo pela Maria e pela Isabella vou me sentir realizada. Mãe, tudo o que eu quero é que você seja feliz! Amo-te!

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PS: Meu presente de dias das mães foi uma ida ao salão! Não fazia a unha desde dezembro, minha gente! Aproveitei cortei o cabelo e fiz uma escova básica. Mas ficava toda hora pensando no que deveria estar acontecendo em casa. As meninas ficaram com o marido, minha mãe (isso sim é que é amor!) e meu pai.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Maria e Isabella - 4 meses

Ontem as meninas completaram mais um mês de vida e devo dizer que agora o tempo tá passando rápido! A causa? Pai e mãe finalmente estão conseguindo dormir a noite e não mais apenas 4 horas por dia. Dormir, aliás, se tornou o centro das atenções aqui em casa. Se por um lado elas dormem muito bem durante o período da noite, elas lutam direto contra o sono e a coisa de ninar tá sendo díficil. Mas isso é assunto para outro post. Hoje é dia de comemorar, postar fotos e fazer um resumo da vida das pequenas:

QUATRO MESES

- As duas estão espertíssimas. Brincam, adoram sorrir e já estão começando a gostar de um carinho e o aconchego do colo.

- Continuam a mamar no peito! Viva! A rotina da mamada é peito e mamadeira sempre.

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Maria e Isabella
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- Elas comeram as primeiras frutinhas esta semana (mas isso também vale outro post!)

- Adoram fazer barulinhos distintos e ficam "conversando" com a gente nas horas vagas da preciosa vida de bebê.

- O refluxo continua, o choro também, mas tudo já tá bem melhor e administrável.

- Estão perdendo os cabelos! Isabella está praticamente careca, mas os cabelos novos já começaram a nascer. Maria começou a perder os fios agora. 

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Tá gente, elas são a cara do pai! IMG_8462

- Já rolam na cama e se apoiam com os braços.

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Fofocando

- E, pode parecer loucura, mas elas adoram uma máquina fotográfica! Quando eu levanto meu iphone na direção delas já começam a sorrir.

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E vamos caminhando de meias coloridas

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Dois pais, dois bebês e uma vontade de sair de casa

Quando eu estava grávida resolvi com o marido que a gente deveria jantar fora toda sexta-feira para tentar aproveitar um pouco a vida a dois, antes de ser quatro. Não deu muito certo, a gente acabava ficando em casa, o meu barrigão e os contantes repousos também eliminavam nossas tentativas. Mas, um dia a gente resolveu ir em um restaurante japonês badalado e perto da nossa mesa estavam um casal com um bebê. Primeiro, ela ninava a criança no colo enquanto ele comia sentado na mesa, depois o pai assumiu o papel para a mãe comer. Eu olhei aquela cena e comentei com o Marco: "e com a gente? com dois bebês, como vai ser?". Eu não tinha resposta, nem ele. Parecia impossível e a gente só foi descobrir a pólvora na marra.

A nossa primeira aventura com as meninas em um restaurante foi pouco depois delas completarem três meses. Fomos no shopping e decidimos almoçar por lá. Primeira conclusão: nada de ir os quatro sozinhos. Levei meu pai e minha mãe junto, obviamente. Elas chegaram acordadas e incomodadas no carrinho. Não sei porque, mas elas tiveram essa fase entre dois e três meses de não gostar de passear no carrinho, mas já superaram, amém.

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Um pouco de mamadeira faz parte

Sentamos na mesa e começou a jornada. Maria ficou com soluço e quando peguei no colo descobri que ela estava toda molhada de xixi. Minha mãe trocou ela no banco do restaurante. Isabella começou a querer chorar, mamou e o Marco levou ela para fora do restaurante para tentar ninar um pouco. Minha mãe fez o mesmo com a Maria enquanto eu e o meu pai esperávamos a comida chegar. Maria dormiu, minha mãe voltou para a mesa. Fui pegar a Isabella para o Marco comer um pouco e depois de dar umas belas voltas com ela pela parte mais tranquila do shopping, ela dormiu. Comemos um pouco com elas no colo, depois colocamos no carrinho e, alguns minutos, depois elas acordaram. Fiz as compras mais rápidas da minha vida e fomos para casa com duas bebês irritadas e exaustas. No shopping, vi vários pais com seus bebês tranquilos, dormindo no carrinho (olha um ali na foto lá em cima!). Pais que conseguiam almoçar e conversar tranquilamente. E me deu um desânimo, uma vontade de não sair nunca mais de casa. Mas, superei logo em seguida, amém.

Há alguns dias, fizemos uma nova tentativa de almoçar fora. É claro que todo mundo ficou olhando pra gente no restaurante e etc. Mas dessa vez foi um pouco mais fácil fazer elas dormirem e não cometemos o mesmo erro de colocar as duas no carrinho. Estou desenvolvendo a técnica de comer com o bebê no braço e, do outro lado da mesa, minha mãe (a grande master que me ensinou a desenvolver a técnica) fazia o mesmo. E assim almoçamos bem. Na saída do restaurante colocamos as duas no carrinho. E adivinha? Elas acordaram minutos depois.

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Eu e Bella, quem vê não acha que ela estaria dormindo 10 minutos depois da foto

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Minha mãe e Maria

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Com a Bebella já dormindo

O fato é que a gente tenta sair com elas e, às vezes, eu acho que estou forçando a barra, que elas são pequenas, fico frustada e etc. Mas, às vezes, me sinto segura e certa de que elas precisam também ver o mundo aí fora e se acostumar a badalar de vez em quando. E, como tudo na vida de uma mãe, quem tem que se sentir segura somos nós mesmas e ir levando bem as saídas e as aventuras com os pequenos. E, sim, também tenho que maneirar um pouco mais nos passeios, pelo menos por mais uns meses.

Se sair para elas é um processo, descobrimos que para os pais é mais ainda. No sábado passado, tentamos ir no show dos Los Hermanos. Bem, não sei nem se foi uma tentativa. O plano era dormir na casa da minha mãe e meus pais cuidariam das duas. O fato é que elas demoraram um pouco para dormir e a calma só chegou às 23h30.  Meu pai ainda é um pouco enrolado para cuidar delas e minha mãe ficou com receio das duas chorarem ao mesmo tempo e virar o caos. Então, não saímos. Mas depois que elas dormiram resolvemos ir em um barzinho na primeira saída como casal em 4 meses! Oi? Fomos em um bar perto da casa da minha mãe e ficamos 15 minutos na mesa sem sermos atendidos. Desisti e já estava quase chorando, quando o Marco falou "vamos pelos menos dar uma voltinha de carro?". Ok. Volta na quadra, mais uma volta e vi um café aberto. Paramos ali, tomamos meia garrafa de vinho, comemos um petisco, tentamos não falar sobre as meninas, dividos uma torta de chocolate e fomos correndo para casa. Tudo bem, foi rápido, mas foi. O primeiro passo foi dado, como tudo nessa jornada de ser mãe, as coisas precisam ser bem devagar, com muita paciência, mas não podem deixar de acontecer. Untitled
Let's have a date!
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E um passeio de leve com as duas no dia seguinte

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Ter gêmeos

Até hoje ainda me dá um frio na barriga quando eu lembro do momento em que descobri que estava carregando dois bebês. Foi uma felicidade absurda, uma sensação surreal e única que não dá bem para entender. Ainda fico cheia de lágrimas nos olhos quando passa a cena na minha cabeça de como eu contei para a minha mãe e nós duas choramos e pulamos como loucas na casa dela. As meninas nasceram e ainda sim me senti nas nuvens, me achei a mais sortuda das mulheres, mas ao mesmo tempo pensei, "será que eu vou dar conta?". Ser mãe de dois ao mesmo tempo é uma verdadeira aventura e sim, dá um trabalho da zorra.

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Isabella e Maria

Mas, eu queria confessar uma coisa, a pior parte de ter gêmeos não é cuidar de dois, não são as poucas horas de sono, o cansaço absurdo, a maratona para sair de casa, os planos estratégicos para dar um banho ou equilibrar-se para dar conta de tudo em cada mamada. A única coisa que eu acho ruim é não poder ter quatro braços, não poder dar atenção para as duas ao mesmo tempo. Às vezes, estou com a Maria no colo no processo de ninar e a Isabella dá um choro sofrido do outro lado da sala no colo do pai. Minha vontade é sair correndo, mas não posso deixar a Maria de lado.

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Maria e Isabella

Ser mãe de gêmeos é aprender a não ter controle de tudo. Em algumas ocasiões enquanto eu amamentava uma tinha que ver a outra chorar e não poder fazer nada. Ficava só falando, "faz assim, coloca ela de lado, acho que ela quer arrotar" ou até "tadinha, vai ficar tudo bem filha". Meu coração ficava partido e ainda fica. Não poder cuidar das duas sozinha (pelo menos, por enquanto), saber aceitar ajuda dos outros e libertar as minhas filhas dos meus braços tão cedo é definitivamente o lado negativo dessa experiência. Todo o resto do "sofrimento" é pura delícia e diversão. Ter filho, seja um, dois, três ou quatro (cinco ou mais, eu não garanto), é ter trabalho, é uma luta constante, mas quando você para de brigar com a experiência, aceita a condição e é recebida com aquele sorriso gostoso no rosto, tudo vale a pena.

Brincando de boneca

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terça-feira, 24 de abril de 2012

Maternidade: a melhor montanha-russa do mundo

É incrível como ser mãe é uma coisa louca, cheia de altos e baixos. Depois daquela melhora maravilhosa que as meninas tiveram, passamos dias de crise. Já não sei se foi refluxo, gases ou outra incomodação. Só sei que teve muito choro. Me bateu mais um desânimo (olá, parte baixa) e veio de novo aquela sensação de não saber o que fazer e de não conseguir decifrar o que o bebê quer, que, aparentemente, é tão peculiar nas mães. Eu analiso, tento de tudo para aliviar o incômodo das meninas,questiono a minhas decisões, penso, converso com a minha mãe, com o marido, e penso mais um pouquinho. Tudo parece mais uma montanha-russa cheio de curvas e altas emoções.

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Maria e Isabella, minhas companheiras de aventuras

 Ontem eu liguei para uma amiga minha que mora no Rio e teve uma menina que nasceu alguns dias depois da Maria e da Isabella. Foi tão bom falar com ela porque percebi que a gente passa pelo mesmo processo, dúvidas, questionamentos, desespero e pequenas soluções. Mais uma vez eu comecei a pensar na forma como as coisas fluem entre mães e bebês. E conversando com a Lígia, ela me deu insight, que a minha mãe também vive tentando colocar na minha cabeça: "elas são apenas bebês". Bebês choram quando querem se comunicar, eles ficam incomodâdos e, sim, todos têm refluxo. Não estou dizendo que não há casos graves, mas todos passam por isso. Comem pouco, comem demais, arrotam ou não conseguem arrotar, a comida volta e às vezes fica bem lá no estômago. O fato é que eles estão crescendo e se desenvolvendo, e a gente tá aqui para ajudar nisso. Quero parar com a obsesssão e deixar as coisas fluírem, mas é dificil, minha gente! O jeito é tentar sempre. Hoje, por exemplo, elas tiveram um dia ótimo. Amanhã, não sei como vai ser, mas vou fazer o meu melhor.

Eu tenho visto muitos fóruns, perguntas para pediatras nos blogs e estou lendo aquele livro "A Maternidade e o encontro com a própria sobra" da Laura Gutman e me parece que os grandes dilemas das mães são os mesmos. As soluções variam, mas quase sempre batem em uma questão: é preciso muita dedicação e aconchego. Parece muita responsabilidade e meio radical, mas cada vez mais acredito mais no seguinte: tudo depende da mãe. A nossa forma de ver o mundo, o que a gente sente, passa tudo para os filhos, especialmente, os bebês. A culpa é toda nossa (oi? novidade!) Acho que a conexão não termina depois que eles saem da barriga. Eu tenho pensado muito nisso. É claro que a gente não pode carregar esse peso o tempo inteiro nas costas e também temos todo o direito de ficarmos frustadas no meio do caminho. Mas eu sinto que quando eu paro de me preocupar, deixo as obessões de lado, paro de me cobrar tanto e resolvo aquilo que me incomoda as coisas melhoram. Mas, não deixa de ser difícil. Vira mexe, vai chegar a recaída. Quando a coisa aperta, eu vou e questiono tudo de novo, sofro, choro e começo tudo outra vez. O jeito é ir se equilibrando. Aprendendo e melhorando sempre. E aproveitar muito esse passeio de montanha-russa.
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Olha a cara delas de preocupadas! Not!

terça-feira, 17 de abril de 2012

A descoberta de uma mãe

Muita gente acha que é só a gente receber aquele ser pequeno (no meu caso, dois) nos braços para automaticamente um botão ser acionado para se tornar mãe. O parto é um momento único, mágico, incrível, surreal, mas ele é apenas o início de tudo. Ser mãe não é tão simples assim. Ser mãe é um processo. Doce ilusão a minha achar que naquele momento tudo ia ficar cor de rosa, eu ia saber o que fazer, eu ia cuidar de tudo e assim viveríamos felizes para sempre. Eu descobri que ser mãe é uma escolha diária, um aprendizado sem fim.

Foram três meses para tentar entender isso. Primeiro, a gente fica encantada, com frio na barriga, mas vai ganhando confiança aos poucos. Sim, tem aquela coisa da magia, de olhar o bebê e sentir um amor imenso. Mas, vamos ser sinceras, naquele primeiro mês a gente ainda está conhecendo aquele ser. Nós dois (no meu caso, nós três) ainda estávamos nos acostumando uns com os outros. Eu, muitas vezes, me senti perdida, sem conexão, achando que aquela fase confusa não ia acabar nunca. A verdade é que eu não consegui entender tudo aquilo. Sim, a minha vida mudou completamente e eu precisa aceitar aquilo. Parecia óbvio, mas não era. E por mais que a gente se prepare nove meses para isso (no meu caso, oito) por mais que a gente ache que sabe tudo, não está e não sabe.

Quando as meninas estavam com dois meses, um dia eu caí em um choro compulsivo. Estava cansada de quebrar a cara. Todas as expectativas que eu criei para este momento único na minha vida tinham ido por água abaixo. Eu queria um parto normal, queria amamentar as duas facilmente e a qualquer custo, queria dar conta de cuidar delas sozinhas e não consegui nada do que eu esperava. Nada. Eu tive que me livrar de tudo isso. Receber ajuda era uma coisa muito difícil para mim. Ter uma babá era impensável. E aqui estamos nós com uma ajudante e uma faxineira.

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Eu escutava todo mundo falando "essa fase vai passar, você vai ver, vai passar". E eu achava que ia passar mesmo, literalmente, que aquilo não era permanente, que as meninas não iam ficar do meu lado o tempo todo e por um bom tempo. Foi uma sensação esquisita, mas eu não sentia que era definitivo. Eu queria a ajuda da minha mãe, a única pessoa que eu confiava, o tempo inteiro. Estava sempre cansada, desesperada, exausta e a coisa parecia que não ia ter fim. Até que caiu a ficha. Elas vão ficar aqui para sempre! Duh! Parece óbvio, mas, às vezes, eu sentia que elas estavam "emprestadas" e que era só uma fase mesmo. Até que eu descobri que não. Eu me vi com elas para todo sempre, crescendo juntas. Eu era a cuidadora e me descobri assim. Eu me coloquei disponível para as minhas filhas. Em uma noite difícil com as duas, eu pensei "estou aqui, não tenho pressa, não vou a lugar nenhum, vou ficar o tempo que for com vocês". E toda a coisa mudou de figura, elas foram ficando mais calmas, eu fui ficando mais confiante e logo já estávamos bem, nos entendo. E tem sido assim desde então.

Naquele início eu sentia que estava lutando contra o mundo. Sabe aquele filme de sessão da tarde "Tudo pela minha filha", que a menina é sequestrada e a mãe corre atrás igual uma louca? Eu me sentia assim todos os dias. Todos os dias era uma decisão, toda hora eu tinha que tomar uma atitude firme para provar para mim e para os outros que eu sabia o que estava fazendo. Até que um belo dia eu descobri que sabia mesmo. Eu sei quando é fome, quando é desconforto, quando é sono. Às vezes, ainda bate aquela dúvida, mas não me sinto mais mal. Sei que, em breve, eu e elas vamos nos entendendo no nosso tempo.

Ser mãe é uma tranformação muito grande e constante, por isso é tão difícil. Ela traz à tona uma série de sentimentos e todas as facetas de você mesma. Algumas pessoas se fecham para isso, preferem fugir da responsabilidade, esquecer aquele turbilhão de emoção todo e eu entendo isso, mas resolvi me jogar de cabeça. Talvez por isso, bato com ela (a cabeça) tanto assim. Mas não poderia ser de outra forma. Nunca cresci tanto, aprendi tanto, rezei tanto. Sou eu e não sou mais eu, ao mesmo tempo. Pois vamos parar de filosofar que a vida tá acontecendo aqui do meu lado. É isso, virei mãe.


segunda-feira, 16 de abril de 2012

Os gloriosos três meses

Realmente os três meses são uma grande transformação na vida dos pais e dos bebês. Demorou um pouquinho, mas a coisa toda aflorou por aqui, minha gente! As meninas estão super espertas, ativas e não tem coisa melhor do que descobrir as pequenas coisas do lado delas. Agora elas acompanham as vozes, olham tudo, tentam alcançar, vivem sorrindo e estão cada vez mais interagindo com o mundo.

Na semana passada ainda sofremos um pouco. Elas ficaram com muitos gases e reclamavam especialmente no período da noite. O reluxo melhorou, mas as cólicas voltaram. Estávamos há dias em um esquema louco. Elas ficavam acordadas de oito da noite até uma da manhã, super incomodadas. Até que mudamos a rotina e mudamos também como pais. Resolvemos sair mais com as duas, relaxar, curtir o momento, parar de ficar dando tando leite o tempo inteiro, e começamos a usar uma água mais quente para fazer o leite engrossado. E finalmente, paramos de tentar desvendar tudo o tempo todo e começamos a entender o que elas queriam.

No sábado, mudamos um pouco a rotina, mas durante a noite foi a mesma coisa. Choro, reclamação e cansaço. Elas dormiram uma e meia e acordaram só seis horas da manhã, como estavam fazendo nos últimos dias. No domingo, a manhã foi tranquila. Nos programamos para sair e ir na Feira de gestante, mas não deu tempo. Resolvemos chegar um pouco mais cedo na casa da minha sogra para o almoço. Lá elas ficaram bem no carrinho, coisa que não acontecia há muito tempo, e só uma hora depois começaram a reclamar. Dormiam e acordavam, mas estavam, relativamente, tranquilas.

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Sentadas no carrinho, isso é que é vida boa!

Saímos de lá e fomos para a feira na cara e na coragem. Maria foi chorando no carro, enquanto Isabella dormia ao lado. Cheguei a desistir, dei a volta no Centro de Convenções e já estava indo para casa quando o Marco tirou ela do bebê conforto pegou ela no colo e, em um segundo, ela dormiu. Pegamos o canguru, cada um com uma e partimos com as duas para a confusão. A feira estava lotada e fazia um calor terrível. Fiz as compras em tempo recorde (estou craque nisso) e voltamos para casa. Foi banho, mamar e dormir. Nas duas ao mesmo tempo! O que antes para a gente era um caos, tá ficando cada vez mais fácil. Três horas depois mais mamar e dormir. E elas só acordarem hoje! Isabella dormiu 9 horas, minha gente! E Maria 7! Chega levei um susto de manhã cedo e corri para o quarto delas para ver se estava tudo bem.

Acho que foi só a gente mudar o foco e pensar diferente para as coisas fluírem. Eu sempre tento analisar como a minha atitude influencia a vida das meninas. E agora resolvi mudar, fazer acontecer. Me sinto mais mãe do que nunca, mas isso é papo para um outro post. Já já vou dar um passeio com as duas. Hoje já comecei a segunda-feira de outro jeito e elas estão super tranquilas. Deu até tempo de vir aqui fazer este post, olha só! E vamos nos jogar e começar a ser feliz do lado de Maria e Isabella.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Maria e Isabella - 3 meses

Finalmente chegaram os três meses! As meninas estão super espertas e crescendo cada dia mais.

TRES MESES

E Isabella e Maria

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Com 13 semanas de vida elas:

 - Vivem sorrindo por aí! É engraçado que logo de manhã elas já acordam com aquele sorriso gostoso de bebê. É uma risada que apaga qualquer noite mal dormida.

 - Acompanham tudo com os olhos e já percebem as vozes. Adoram os quadros da minha sala e o papel de parede do quarto delas.

- Adoram colocar a mão na boca, especialmente, se estão com fome. E também já conseguem manter o pescoço durinho. Além disso, levantam os bracinhos, no que, a gente acha, seja uma tentativa de alcançar o que estiver na frente. 

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Se liga, minha gente: Maria está de calça rosa e Bebella de calça cinza

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Mãos dadas sempre

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Carinho da Maria na Isabella

- Emitem vários sons indecifráveis, mas de vez em quando, sai um "ai" bem perceptível.

- Não tem medo de chorar. A Maria, apesar de ser a mais preguiçosa, chora alto e com vontade. Isabella tem o chorinho mais leve.

- Mamam no peito e na mamadeira! Melhoraram do refluxo, mas ainda sofrem com os gases. E a gente achando que ia acabar tudo com três meses, hein? Temos dias bons e outros nem tanto, mas cada vez mais os melhores perduram

 - Não gostam de andar de carro! Como pode? Toda saida era um chororô. Aí descobrimos que o problema era o bebê conforto que deixavam as duas desconfortáveis por conta do refluxo. Colocamos um cobertor embaixo para deixem as duas mais retinhas e tem dado certo. Elas não estão chorando mais. Agora só falta dormir durante o passeio.

- Estão descobrindo o mundo e eu não vejo a hora de mostrar tudo para elas!

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